ONG confirma a libertação de pelo menos 56 presos políticos na Venezuela



Desde a passada quinta-feira que o Governo venezuelano iniciou um processo de libertação de presos políticos, gerando discrepâncias nos números apresentados. Enquanto o executivo anunciou a libertação de 116 pessoas, sem no entanto divulgar os seus nomes, organizações da sociedade civil e a oposição apresentam números inferiores. A organização não governamental (ONG) Foro Penal confirmou a libertação de 56 pessoas, enquanto a Plataforma Democrática Unitária (PDU), principal bloco da oposição, contabilizou 73 libertações. O Governo enquadra estas libertações numa política de "justiça, diálogo e preservação da paz", afirmando que as medidas beneficiaram pessoas detidas por "factos relacionados com a perturbação da ordem constitucional".
O anúncio inicial foi feito pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.
Desde então, familiares aguardam junto a várias prisões, como El Rodeo I, na esperança de novas libertações.
Foi também realizada uma vigília por familiares de 19 colombianos que se encontram detidos no país. A oposição e as ONG criticam a lentidão do processo, que descrevem como sendo "a passo de caracol" e uma "tática deliberada de protelação". A PDU exige que as autoridades acelerem o processo, lembrando que "quase mil pessoas" continuam detidas por motivos políticos.
Antes destas libertações, a Foro Penal contabilizava mais de 800 presos políticos, incluindo 86 estrangeiros ou com dupla nacionalidade, entre os quais cinco lusovenezuelanos.
Entre os libertados confirmados encontram-se dois cidadãos italianos, Alberto Trentini e Mario Burlò, e um hispano-venezuelano, Alejandro González de Canales Plaza.
De acordo com os artigos, o anúncio das libertações ocorreu após pressão do presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou ter influência direta sobre o processo político em Caracas depois da captura de Nicolás Maduro.



















