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Ordem dos Médicos pede explicações ao INEM sobre o novo modelo de triagem

A Ordem dos Médicos solicitou formalmente explicações ao Instituto Nacional de Emergência Médica sobre as recentes alterações ao seu modelo de triagem, questionando a validação técnica do novo sistema e a sua implementação em pleno pico de gripe.
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O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Carlos Cortes, enviou um ofício ao presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Cabral, a pedir esclarecimentos detalhados sobre os motivos que levaram à mudança do algoritmo de triagem, o objetivo da alteração e a razão para a sua implementação neste “momento de grande sensibilidade”.

A Ordem solicitou também informações técnicas sobre o processo, incluindo as fases de teste, monitorização e validação, sublinhando que qualquer modificação deve ser acompanhada por uma avaliação técnico-científica rigorosa.

Para garantir a transparência, foi pedida a documentação dos algoritmos e protocolos atuais, bem como as diferenças em relação à versão anterior, para que os órgãos técnicos da OM possam realizar uma “análise cuidadosa”.

O novo modelo, que entrou em vigor na sexta-feira passada, define cinco níveis de prioridade, à semelhança da triagem hospitalar.

Carlos Cortes destacou a importância crucial da resposta do INEM, afirmando que esta “não pode falhar”, pois compromete o socorro imediato em situações emergentes. O objetivo da OM é colaborar com o INEM para aperfeiçoar esta resposta essencial para a população.

Este pedido de esclarecimentos surge numa altura em que se investigam três mortes ocorridas esta semana, alegadamente por atrasos no socorro.

O bastonário apela a que se aguarde com “sentido de responsabilidade” pelos resultados dos inquéritos do INEM para apurar as causas e corrigir eventuais erros. Cortes referiu ainda que o INEM tem enfrentado, nos últimos anos, um “conjunto de dificuldades”, como problemas com o apoio aéreo, falta de ambulâncias e de profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos. O bastonário da OM concluiu, afirmando que o INEM necessita de uma “reforma profunda”.

Embora reconheça que algumas medidas estão a ser tomadas, os seus efeitos “ainda não se fazem sentir”, sendo necessária total transparência para identificar e corrigir as falhas do sistema.

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