Gouveia e Melo critica adversários enquanto enfrenta investigação a contratos na Marinha



O candidato presidencial Gouveia e Melo intensificou as suas críticas a adversários políticos, visando diretamente o ex-líder do PS, António José Seguro.
O almirante acusa Seguro de, enquanto secretário-geral do partido, ter ido "além da 'troika'" sem necessidade, uma vez que existia uma maioria PSD/CDS, e de não ter defendido a sua área socialista. Em resposta a comentários sobre a sua falta de experiência, Gouveia e Melo contrapõe que não tem prática em "intriga partidária" ou lóbis, apresentando-se como uma figura não "titubeante" e avessa a "discursos redondos".
O ex-chefe do Estado-Maior da Armada defende que o próximo Presidente da República deve acrescentar valor ao país num panorama internacional "explosivo" e nacional "balcanizado", com três grandes partidos.
Segundo Gouveia e Melo, o chefe de Estado não deve ser "nem uma marioneta do Governo, nem fazer oposição ao Governo", mas sim trabalhar para unir todos os portugueses, recusando-se a comentar as declarações de Cavaco Silva sobre a apropriação do legado de Sá Carneiro.
Paralelamente à sua campanha política, Gouveia e Melo enfrenta o escrutínio do seu passado na Marinha.
Uma notícia da revista Sábado revela que o Ministério Público está a investigar contratos suspeitos assinados pela Marinha quando o almirante era comandante da Base Naval de Lisboa.
A investigação centra-se em dezenas de adjudicações feitas a empresas que, embora parecessem concorrentes, partilhavam os mesmos sócios.
De acordo com a investigação, Gouveia e Melo assinou pelo menos oito destes contratos.
Em sua defesa, o candidato presidencial nega ter tido conhecimento de quem eram os proprietários das empresas em questão.
O caso já motivou análises políticas, com comentadores a questionarem como é que "um candidato que se diz arauto da transparência vai reagir" a esta investigação.
















