Presidente colombiano Gustavo Petro apela à união da América Latina para combater o narcotráfico



O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apelou aos exércitos da América do Sul para se unirem no combate ao tráfico de droga, que considera ser a “desculpa perfeita” para a intervenção estrangeira na região, nomeadamente por parte dos Estados Unidos. Nas redes sociais, Petro defendeu que os traficantes devem ser desarmados e contidos, sublinhando que “a América Latina deve defender-se de qualquer ator que a desestabilize e isso implica a unidade dos seus povos, das suas armas e dos seus Estados”.
A declaração do presidente colombiano surge em resposta a um convite de Nestor Gregorio Vera, conhecido como Iván Mordisco, chefe do Estado-Maior Central (EMC), a maior dissidência das FARC.
Mordisco propôs uma aliança com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e outros “comandantes rebeldes” da América Latina. O apelo de Mordisco foi feito após um ataque norte-americano à Venezuela a 3 de janeiro, que, segundo os relatos, incluiu bombardeamentos e o rapto do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Petro rejeitou veementemente a aliança proposta, argumentando que esta não defende a Venezuela nem qualquer outro país latino-americano.
Pelo contrário, segundo o presidente, os grupos guerrilheiros abandonaram a luta revolucionária para se dedicarem ao narcotráfico, convertendo-se assim no pretexto para a “agressão imperialista”.
Petro acrescentou que o “dinheiro sujo” do tráfico contribui para sabotar eleições e impedir a liberdade eleitoral.
Entretanto, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o seu país enfrentará a “agressão criminosa” dos Estados Unidos pela “via diplomática”.
Rodríguez relatou os acontecimentos aos presidentes do Brasil e da Colômbia e ao Primeiro-Ministro espanhol.
No âmbito da cooperação regional, Petro informou ter convidado Delcy Rodríguez para um trabalho conjunto na luta contra o narcotráfico.












