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Polícia venezuelana dispara sobre os seus próprios drones perto do palácio presidencial

A polícia venezuelana disparou tiros perto do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, para dissuadir drones que sobrevoavam a área, num incidente que especialistas atribuem a uma falha de comunicação interna. O evento ocorreu dias após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
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Na noite de segunda-feira, a polícia venezuelana disparou tiros perto do Palácio Presidencial de Miraflores, na capital, Caracas, num momento de elevada tensão no país.

O governo venezuelano confirmou oficialmente o incidente, declarando que a ação policial teve como objetivo dissuadir drones, inicialmente descritos como não identificados, que sobrevoavam a área sensível do palácio sem a devida autorização.

A presença dos aparelhos no espaço aéreo restrito foi considerada uma potencial ameaça à segurança.

Este incidente de segurança ocorreu num contexto político particularmente delicado para a Venezuela.

Apenas dois dias antes, no sábado, os Estados Unidos haviam capturado o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua mulher, Cília Fortes.

A detenção do chefe de Estado gerou um clima de incerteza e instabilidade no país, colocando as forças de segurança em estado de alerta máximo.

Posteriormente, veio a saber-se que os drones alvejados pertenciam, na verdade, às próprias forças venezuelanas.

A revelação foi feita por dois especialistas.

O Major-General Isidro de Morais Pereira afirmou que se tratava de um drone venezuelano e que o episódio "revela descoordenação e falta de comando" dentro das forças de segurança. Da mesma forma, o analista internacional Ireneu Teixeira atribuiu o incidente a uma "falha de comunicação interna", sublinhando a desorganização que se seguiu à captura de Maduro.

A situação expõe as fragilidades na cadeia de comando e comunicação das forças policiais e militares venezuelanas.

O facto de a polícia ter aberto fogo contra os seus próprios equipamentos, especialmente numa zona tão crítica como a do palácio presidencial, demonstra um grave lapso operacional.

A confirmação inicial do governo, que se referiu a drones "não identificados", sugere que nem as altas esferas do poder tinham conhecimento imediato da natureza dos aparelhos, reforçando a perceção de caos interno.

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