Portugal vai realizar um leilão para obter até 1.250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro



A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) anunciou que o Estado português irá ao mercado no dia 7 de janeiro para realizar um leilão de Bilhetes do Tesouro (BT). O objetivo é obter um financiamento com um montante indicativo que varia entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros.
A operação, agendada para as 10:30 horas, diz respeito a uma linha de BT com maturidade a 20 de novembro de 2026. Os Bilhetes do Tesouro são títulos de dívida pública de curto prazo, com um período de até um ano, que permitem ao Estado um modelo mais ágil de gestão de tesouraria. A sua colocação no mercado primário é assegurada através de leilões do tesouro, geridos por um grupo de bancos reconhecido pelo IGCP, designado por Especialistas em Bilhetes do Tesouro (EBT). Este leilão insere-se na estratégia de financiamento do Estado para 2026, que, segundo o Programa de Financiamento da República Portuguesa divulgado pelo IGCP, prevê necessidades de financiamento líquidas de cerca de 13.000 milhões de euros para o ano. A estratégia centrar-se-á na emissão de títulos de dívida pública em euros nos mercados financeiros, com a realização regular de emissões de Obrigações do Tesouro (OT), através das quais se prevê obter 24.000 milhões de euros em emissão bruta. No que diz respeito aos Bilhetes do Tesouro, o financiamento líquido resultante da sua emissão deverá ter um impacto de 5.100 milhões de euros. A estratégia do IGCP passa por realizar leilões mensais de BT, habitualmente na terceira quarta-feira de cada mês. No entanto, a agência reserva-se o direito de utilizar também a primeira quarta-feira do mês, caso se justifique, como acontece com este leilão anunciado para 7 de janeiro.


















