Incidentes aéreos em Lisboa e na Grécia causam perturbações



No aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, um avião da Emirates Airlines foi forçado a abortar a sua aterragem no domingo para evitar uma colisão com uma aeronave da EasyJet que permanecia na pista. O incidente ocorreu por volta das 11:48, devido a um atraso na descolagem do avião da EasyJet, o que levou a NAV, entidade que controla o tráfego aéreo, a instruir o piloto da Emirates a suspender a manobra. Jorge Roquete Cardoso, especialista em aviação e diretor-geral do aeródromo de Tires, considerou a atuação da NAV "absolutamente exemplar", explicando que se trata de um procedimento normal e controlado em aeroportos movimentados, garantindo que não houve qualquer perigo iminente. Na sexta-feira anterior, também no aeroporto de Lisboa, o voo TP225 da TAP Air Portugal com destino a Miami teve de abortar a descolagem após uma estolagem do compressor do motor, que provocou um forte estrondo.
Segundo Jorge Roquete Cardoso, este fenómeno pode ser causado por fatores externos, como mudanças súbitas no vento.
Todos os passageiros e tripulantes do Airbus A330-200 foram retirados em segurança e reencaminhados para um voo posterior num avião de substituição, um Airbus A330-900. Entretanto, na Grécia, um problema técnico generalizado afetou todos os aeroportos do país no domingo de manhã, impedindo aterragens e descolagens a partir das 09:00 locais.
A falha estaria relacionada com "frequências no espaço aéreo grego".
A situação causou atrasos e adiamentos, com a maioria dos voos a ser desviada para aeroportos na Turquia.
A emissora pública grega ERT informou que a retoma de alguns voos no Aeroporto Eleftherios Venizelos, em Atenas, começou a ser anunciada por volta das 12:45.



















