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Projetos de IA generativa não geram retorno para as empresas

A implementação da Inteligência Artificial no mundo empresarial revela um cenário de contrastes, onde o potencial transformador da tecnologia colide com desafios significativos na obtenção de retorno financeiro e na adaptação estratégica das organizações.
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A adoção da Inteligência Artificial (IA) pelas empresas apresenta resultados díspares.

Um estudo do MIT indica que 95% dos projetos de IA generativa não geram retorno financeiro, apesar de investimentos globais entre 30 a 40 mil milhões de dólares, atribuindo a falha não à tecnologia, mas à abordagem das empresas.

Em contrapartida, um relatório da Capgemini revela que duas em cada cinco organizações esperam um retorno positivo em um a três anos, com o retorno médio atual a ser 1,7 vezes superior ao investimento.

O sucesso da implementação de IA varia significativamente por setor.

Um estudo da Lenovo e da IDC aponta o retalho na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) como líder, com 96% dos projetos a corresponderem ou a superarem as expectativas.

O setor bancário e financeiro, embora mais cauteloso devido à regulação, também regista projetos que superam as previsões.

Em contraste, o setor da saúde, apesar de planear o maior aumento de investimento (169%), apresenta a menor taxa de adoção e o maior número de implementações que ficam aquém do esperado, o que sugere uma integração apressada. A IA é cada vez mais uma ferramenta essencial para a transformação digital, influenciando a tomada de decisão, a eficiência operacional e a criação de novos modelos de negócio. Exemplo disso é a Alibaba, que atribuiu o seu aumento de lucro de 78% no primeiro trimestre fiscal a apostas estratégicas em IA e computação na nuvem, tendo a sua divisão de IA na nuvem registado um crescimento de 26% nas receitas. Contudo, a integração bem-sucedida enfrenta desafios como questões éticas, a necessidade de uma governação clara e a adaptação da força de trabalho.

A liderança forte e a requalificação dos colaboradores são apontadas como cruciais, prevendo-se que, até 2028, quase dois terços dos trabalhadores vejam as suas funções alteradas pela tecnologia.

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