Governo do Irão corta acesso à internet em resposta a protestos contra o regime



O Irão está a ser palco da maior manifestação anti-governamental dos últimos anos, com protestos violentos a alastrarem-se por várias cidades do país.
Em Teerão, as manifestações entraram no seu 13.º dia, com os populares a exigirem a queda do regime dos aiatolas, tornando o ambiente interno mais tenso.
Em resposta à crescente contestação, o líder supremo do Irão afirmou que não irá tolerar o que descreve como "mercenários ao serviço de forças estrangeiras" e deixou um aviso aos EUA para que governem o seu próprio país.
De acordo com o professor de relações internacionais Vasco Rato, numa fase inicial, o regime apelou ao civismo e admitiu a possibilidade de diálogo.
Contudo, com a intensificação dos protestos, o governo impôs graves cortes no acesso à internet e às linhas telefónicas.
Esta medida é vista como uma forma de travar a divulgação para o exterior de imagens e informações sobre as manifestações que ocorrem no país.
Esta ação segue um padrão preocupante.
Vasco Rato explicou que, historicamente, o regime iraniano corta as comunicações antes de recorrer à violência para reprimir os protestos.
Este desenvolvimento levanta questões sobre os cenários futuros e se esta onda de contestação poderá significar o fim do regime atual.




















