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Ex-deputado Miguel Arruda acusado de furtar malas no aeroporto com a cumplicidade da mulher

O ex-deputado do Chega, Miguel Arruda, foi acusado de 21 crimes de furto qualificado por alegadamente ter roubado malas no Aeroporto Humberto Delgado. Mensagens trocadas com a sua mulher, Ana Arruda, revelam a cumplicidade desta, que também foi acusada de um crime de recetação.
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Miguel Arruda, antigo deputado do Chega, foi acusado pelo Ministério Público de 21 crimes de furto qualificado, 20 na forma consumada e um na forma tentada, por suspeita de ter furtado diversas malas no Aeroporto de Lisboa entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. A sua mulher, Ana Arruda, foi acusada de um crime de recetação.

A acusação baseia-se, em parte, em conversas de WhatsApp entre o casal, que revelam o método e o destino dos bens furtados. Segundo a acusação, o ex-deputado atuava nos tapetes de recolha de bagagem de voos provenientes de fora do espaço Schengen ou em malas com inconformidades, onde a presença dos proprietários era menos provável.

Após os furtos, Arruda levava os artigos para casa ou para o seu gabinete na Assembleia da República, onde os fotografava e consultava a mulher, que se encontrava em Ponta Delgada, sobre o que fazer com eles.

As mensagens mostram-no a perguntar: "Queres para ti?

Ou vendo?

", referindo-se a artigos de luxo, como uma carteira Louis Vuitton. Apesar de Ana Arruda expressar nervosismo, medo e vergonha perante os atos do marido, alertando-o para a existência de câmaras de vigilância, acabava por aceitar ficar com os artigos.

Numa das conversas, após ser questionada sobre duas carteiras, uma delas da marca Trussardi, ela respondeu: "Sim, fico com as duas."

Os bens furtados tinham vários destinos: alguns eram para uso pessoal do casal, outros eram vendidos em plataformas online como a Vinted, onde a morada do Parlamento chegou a ser utilizada, e os que não serviam eram dados à empregada doméstica do casal.

Miguel Arruda foi intercetado pela PSP a 21 de janeiro de 2025 no aeroporto. Durante as buscas, as autoridades encontraram seis malas de viagem e uma mochila no seu gabinete parlamentar, bem como quase 30 artigos de desconhecidos, incluindo um computador portátil, nas residências do casal em Lisboa e Ponta Delgada. O valor da maioria dos bens não foi apurado, mas o conteúdo de duas malas estava avaliado em quase 12 mil euros.

O ex-deputado desfiliou-se do Chega, afirmando estar inocente e de "consciência tranquila".

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