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Real ou Inteligência Artificial: Podem os modelos IA dominar o mundo da moda?

A Inteligência Artificial está a remodelar radicalmente a forma como trabalhamos e vivemos, gerando tanto entusiasmo com as suas potencialidades como preocupação com os seus desafios. Desde a redefinição de carreiras e setores económicos até ao debate sobre o seu verdadeiro retorno, a IA estabelece-se como uma força transformadora central da atualidade.
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A Inteligência Artificial (IA) é um sistema que combina software, hardware e bases de dados para resolver problemas, baseando-se frequentemente em redes neuronais que emulam a arquitetura do cérebro humano.

A sua estrutura hierárquica engloba a Aprendizagem de Máquina (Machine Learning) e a Aprendizagem Profunda (Deep Learning), sendo a capacidade de aprender através de processos como a retropropagação (back-propagation) um dos seus traços distintivos. A evolução do hardware, com o surgimento de Unidades de Processamento Neuronal (NPUs), está a tornar a IA mais acessível, enquanto modelos avançados como os Transformadores e os Modelos de Linguagem de Larga Escala (LLMs) potenciam as suas capacidades. Um dos desenvolvimentos mais visíveis é a IA generativa, que cria conteúdos novos a partir de comandos.

Ferramentas como o ChatGPT, DALL-E, Sora da OpenAI, o Copilot da Microsoft e o Gemma da Google tornaram-se populares.

No entanto, esta facilidade de criação originou o fenómeno do "lixo de IA" (AI slop), conteúdo de baixa qualidade que inunda as plataformas digitais. A crescente sofisticação destes modelos levanta também o debate sobre a Inteligência Artificial Geral (AGI), uma IA hipotética com capacidades de raciocínio semelhantes às humanas, que, embora distante, suscita questões éticas e de segurança.

No mundo empresarial, a adoção da IA varia significativamente.

Um estudo da Lenovo revela que, na região EMEA, o setor do retalho apresenta a maior taxa de satisfação (96%) com a implementação de IA, superando as finanças e a saúde. Contudo, um estudo do MIT aponta para uma "Grande Divisão na IA Generativa", indicando que 95% dos projetos-piloto não geram retorno financeiro, principalmente devido à falta de adaptação aos fluxos de trabalho e à incapacidade de aprender com o feedback.

Apesar destes desafios, a procura por talento é elevada, como demonstra o programa SHAPERS da consultora portuguesa LTPlabs, que visa recrutar 30 especialistas com um investimento de 500 mil euros.

A IA está a transformar o mercado de trabalho, ameaçando funções que envolvem tarefas de rotina, mas também a criar novas oportunidades. Cada vez mais profissionais recorrem a chatbots para aconselhamento de carreira e planeamento estratégico, embora especialistas alertem que a IA não substitui o apoio emocional e a experiência personalizada de um mentor humano.

O debate sobre o futuro do trabalho e o impacto social da automação continua em aberto, refletindo a dualidade da IA como uma ferramenta de enorme potencial e, simultaneamente, um desafio complexo para a sociedade.

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