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Reprogramação reforça agendas mobilizadoras em 319 milhões de euros

O Governo concluiu a reprogramação das Agendas Mobilizadoras e Verdes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), resultando num reforço de 319 milhões de euros para impulsionar setores estratégicos da economia portuguesa.
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O Ministério da Economia e Coesão Territorial anunciou a finalização do processo de reprogramação das Agendas Mobilizadoras e das Agendas Verdes, integradas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Esta reprogramação traduziu-se num aumento global de 319 milhões de euros nos apoios, elevando a dotação total para 3 mil milhões de euros. O investimento total abrangido por estas agendas ascende agora a 7,3 mil milhões de euros, dos quais 5,3 mil milhões são considerados elegíveis para os apoios.

O processo foi conduzido pelo IAPMEI em articulação com a Estrutura de Missão Recuperar Portugal e visou assegurar a execução eficaz dos investimentos e o cumprimento dos prazos e metas do PRR.

Foram analisados 37 pedidos apresentados por consórcios, que envolvem um total de 1.757 entidades distintas, incluindo empresas e instituições do sistema científico e tecnológico.

Segundo o ministro da Economia, Castro Almeida, esta reprogramação aposta em setores estratégicos que contribuirão para o crescimento económico e reforça a aliança entre empresas e a ciência para acelerar a inovação e a reindustrialização sustentável.

Os setores que registaram os acréscimos mais significativos foram a aeronáutica e espaço, as tecnologias de informação e comunicação, e os transportes, mobilidade e logística. O setor da defesa e aeronáutica foi o que obteve o maior reforço, alinhado com as prioridades europeias e nacionais de autonomia tecnológica.

Este financiamento adicional permitirá projetos como a construção do primeiro avião português, com capacidade civil e militar para 19 passageiros, e o desenvolvimento e lançamento de sete satélites a partir de uma rampa a ser construída em Santa Maria, nos Açores.

Em sentido inverso, a fileira da energia viu a sua dotação reduzida devido a uma reavaliação técnica sobre a maturidade de novas tecnologias. A necessidade desta reprogramação decorreu da extensão do prazo para o cumprimento da meta final, que passou de dezembro de 2024 para 30 de junho de 2026. A conclusão dos projetos (Produtos, Processos e Serviços) tem como data limite junho de 2026, enquanto a execução financeira deverá estar terminada até 31 de dezembro de 2026.

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