Roberto Martínez recorda o choque da morte de Diogo Jota e a sua contínua influência na seleção



Numa entrevista recente, o selecionador de Portugal, Roberto Martínez, recordou o momento em que soube da morte do internacional Diogo Jota, descrevendo-o como um "choque" e um "momento trágico".
O treinador espanhol confessou que, ao receber a notícia às quatro da manhã enquanto estava no Mundial de Clubes, teve dificuldade em acreditar na veracidade dos factos.
Diogo Jota, de 28 anos, e o seu irmão André Silva faleceram num acidente de viação em Espanha, a 3 de julho de 2025, quando o jogador se dirigia para se juntar à sua equipa, o Liverpool.
Martínez, visivelmente emocionado, explicou que a reação mundial à morte do jogador deu força à seleção, que passou a sentir que jogava com "26 mais um em todos os jogos".
O último jogo de Jota pela equipa das 'quinas' ocorreu um mês antes da sua morte, a 8 de junho de 2025, na final da Liga das Nações que Portugal venceu contra a Espanha, onde o avançado jogou os últimos 14 minutos. O selecionador, que se descreve como um "homem de fé", acredita que a "energia" de Diogo Jota continua presente e a manifestar-se em momentos simbólicos. Martínez destacou dois episódios marcantes durante a qualificação para o Mundial de 2026: no primeiro jogo após a tragédia, contra a Arménia, Cristiano Ronaldo marcou um golo ao minuto 21, o número da camisola de Jota. Mais tarde, num jogo contra a Irlanda, Ruben Neves, o melhor amigo de Jota e usando a camisola 21, marcou o seu primeiro golo pela seleção em 60 jogos, garantindo a vitória.
Para Martínez, estes são "sinais fortes do Diogo", reforçando a crença de que "ele está connosco".
Ao completar três anos no comando da seleção, Roberto Martínez já conquistou uma Liga das Nações e levou a equipa a recordes como 12 vitórias consecutivas em jogos oficiais.
















