Oito em cada dez empregadores portugueses consideram aceitável o uso de IA na procura de emprego



Um novo estudo da Experis revela que 80% dos empregadores em Portugal consideram aceitável que os candidatos utilizem inteligência artificial (IA) durante a procura de emprego, refletindo uma mudança na forma como as organizações encaram a tecnologia.
Esta percentagem é ligeiramente inferior à média global, que se situa nos 85%.
As utilizações mais aceites incluem a exploração de empresas e oportunidades (35%), a preparação para entrevistas (31%), a obtenção de informação sobre a empresa (29%) e a otimização de currículos (28%).
No que diz respeito à adoção de IA pelas próprias empresas, Portugal também se encontra abaixo da média global.
Atualmente, 40% dos empregadores nacionais já utilizam ferramentas de IA na contratação e integração de colaboradores, em comparação com 53% a nível mundial.
No entanto, prevê-se um crescimento, com 25% dos empregadores portugueses a planear implementar estas soluções nos próximos 12 meses.
A abertura à utilização de IA varia setorialmente, sendo as áreas de Tecnologias da Informação, Energia e Serviços Públicos, e Transportes, Logística e Automóvel as mais recetivas em Portugal. O estudo, intitulado "Global Insights Whitepaper: Construir e sustentar uma carreira significativa na era da IA", identifica uma correlação direta entre a maturidade digital de uma organização e a sua recetividade ao uso de IA, tanto internamente como por parte dos candidatos.
Segundo Nuno Ferro, Brand Leader da Experis, o fator diferenciador já não é o acesso à tecnologia, mas a forma como é utilizada.
Os candidatos mais valorizados são aqueles que aplicam a IA com critério, transparência e em alinhamento com a empresa.
Apesar do avanço tecnológico, o fator humano — incluindo o julgamento, a ética e a comunicação — permanece central no processo de tomada de decisão.
















