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Rússia e China condenam os Estados Unidos pela apreensão de um petroleiro no Atlântico

A apreensão de um petroleiro com pavilhão russo pelos Estados Unidos no Atlântico Norte desencadeou uma crise diplomática, com acusações de Moscovo e Pequim sobre a violação do direito internacional e a provocação de tensões militares.
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A apreensão de um petroleiro com pavilhão russo pelos Estados Unidos no Atlântico Norte desencadeou uma crise diplomática, com acusações de Moscovo e Pequim sobre a violação do direito internacional e a provocação de tensões militares. A Guarda Costeira dos Estados Unidos, com apoio operacional do Reino Unido, intercetou o petroleiro “Marinera” (anteriormente “Bella 1”) na Zona Económica Exclusiva da Islândia.

A operação ocorreu no âmbito do bloqueio imposto por Washington às exportações de petróleo da Venezuela.

Segundo os EUA, o navio, que não transportava carga, tentava aceder a águas venezuelanas para carregar crude, violando o regime de sanções.

O navio estava a ser perseguido desde 21 de dezembro.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo acusou a administração norte-americana de fomentar tensões e de estar disposta a provocar graves crises internacionais com ações “perigosas e irresponsáveis”, contando com a “cumplicidade” britânica.

Moscovo qualificou a operação como uma “intercetação ilegal” e exigiu um tratamento “digno e humano” para a tripulação.

A China também denunciou a ação, classificando-a como “arbitrária” e uma grave violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, reiterou a oposição de Pequim a sanções unilaterais sem respaldo da ONU, afirmando que estas “carecem de base legal”.

Sublinhou ainda que a cooperação económica entre Pequim e Moscovo é “normal” e “não deve ser interferida”.

De acordo com a imprensa norte-americana e analistas, o “Marinera” fazia parte da chamada “frota fantasma” ou “frota sombra”, que utiliza pavilhões de outros países para contornar as sanções ocidentais, servindo os interesses da Rússia.

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