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Rússia rejeita plano de paz e considera forças ocidentais na Ucrânia alvos legítimos

A Rússia elevou o tom das críticas ao Ocidente, rejeitando um plano de paz proposto pela administração Trump e alertando que quaisquer forças ocidentais em território ucraniano serão consideradas alvos militares.
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A Rússia rejeitou formalmente o plano de paz de 20 pontos da Administração Trump para a Ucrânia, classificando-o como uma estratégia para a continuação do conflito. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, a proposta, que inclui garantias de segurança para Kiev, visa a "militarização e a escalada" da guerra. O ponto central da objeção de Moscovo é o destacamento previsto de uma força multinacional em território ucraniano, que considera uma ameaça direta e uma forma de consolidar a presença militar ocidental na região. A tensão agravou-se com a assinatura de um plano adicional de cinco pontos em Paris entre enviados dos EUA e líderes europeus, que prevê assistência militar de longo prazo e a criação de uma força de manutenção da paz. Moscovo vê estas ações como a formação de uma "verdadeira aliança de guerra", perigosa para o continente europeu.

Em resposta direta a estes desenvolvimentos, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou que quaisquer forças ocidentais presentes na Ucrânia serão consideradas "alvos militares legítimos".

Este aviso surgiu após uma cimeira da "Coligação dos Dispostos" em Paris, onde se discutiu o envio de um efetivo multinacional para supervisionar um futuro cessar-fogo.

Portugal já clarificou que não enviará tropas enquanto o conflito durar.

Do lado europeu, o comissário Andrius Kubilius defendeu a necessidade de aumentar o apoio a Kiev, argumentando que uma derrota da Ucrânia custaria à Europa 1,5 biliões de euros, três vezes mais do que o custo de apoiar a sua vitória (500 mil milhões de euros). Kubilius referiu ainda que os Estados-membros da UE planeiam um aumento substancial nos orçamentos de defesa.

Noutro ponto de atrito, a Rússia criticou a apreensão do petroleiro Bella 1 pelos EUA, considerando-a uma violação do direito internacional.

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