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Diretor do SNS rejeita incentivos na formação de médicos para o Interior

O diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, defende que os incentivos para a colocação de médicos no Interior devem ser aplicados após a formação e não durante, contrariando as críticas da autarca de Bragança sobre a diminuição de internos na região.
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A polémica surgiu após a presidente da câmara de Bragança, Isabel Ferreira, ter criticado a redução de médicos internos na Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, culpando o Governo por abrir mais vagas em hospitais de grandes centros urbanos.

Segundo a autarca, esta medida atrai os jovens médicos para o Litoral e acentua o desequilíbrio regional.

Como solução, Isabel Ferreira defendeu que o aumento de vagas para formação deveria ocorrer exclusivamente nos territórios do Interior. Em resposta, durante uma visita ao hospital de Bragança, o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida, afirmou que a fase de formação não é o momento para aplicar a "discriminação positiva do Interior". O diretor do SNS argumenta que o objetivo nesta fase é formar o maior número possível de especialistas, aproveitando toda a capacidade formativa existente no país, independentemente do local.

A estratégia para fixar médicos no Interior, segundo Almeida, deve ser implementada após a formação, na colocação dos recém-especialistas.

Explicou que o SNS já privilegia o Interior ao abrir sistematicamente menos vagas nos grandes hospitais do que o número de internos que formaram, incentivando-os a procurar colocação noutras unidades.

A ULS do Nordeste tem assistido a uma diminuição progressiva de internos: de 38 em 2024 para 26 em 2025, com uma previsão de apenas 11 em 2026, para um total de 46 vagas. Em contraste, entre 2025 e 2026, foram criadas 176 novas vagas a nível nacional, sobretudo no Norte, mas nenhuma na ULS do Nordeste.

Para Álvaro Almeida, as vagas por preencher na formação "não é um problema", mas sim um sinal de que o SNS tem capacidade para formar todos os médicos que o desejem.

Outro problema abordado foi o encerramento da urgência cirúrgica do hospital de Mirandela há mais de dois anos, devido à falta de cirurgiões. O diretor do SNS enquadrou a situação numa escassez geral de recursos humanos que afeta todos os sistemas de saúde, defendendo a necessidade de gerir os recursos existentes para onde são mais necessários.

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