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Juros dos novos contratos de crédito habitação sobem pela primeira vez desde abril

Apesar de a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito habitação ter continuado a descer em novembro, a taxa para os novos contratos registou a primeira subida em sete meses, sinalizando uma mudança de tendência impulsionada pela Euribor e por ajustes da banca.
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A taxa de juro implícita na totalidade dos contratos de crédito habitação em Portugal desceu em novembro de 2025 para 3,133%, registando o 22.º mês consecutivo de queda, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A prestação média para estes contratos manteve-se nos 394 euros, uma descida de nove euros face ao ano anterior, com a componente de juros a representar 49% deste valor. O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu para 74.670 euros.

Contrariando a tendência geral, os juros dos contratos celebrados nos últimos três meses subiram pela primeira vez desde abril de 2025, fixando-se em 2,853%.

Esta subida, embora ligeira, reflete-se na prestação média destes novos créditos, que aumentou dois euros para 668 euros.

O capital médio em dívida para estes contratos mais recentes também cresceu, atingindo 166.661 euros.

Esta inversão de tendência nos novos contratos está ligada à evolução ascendente, ainda que contida, das taxas Euribor, que em novembro se situaram acima dos 2% (2,217% a 12 meses e 2,131% a 6 meses).

Os bancos estão a reagir a este cenário com "ligeiros ajustes de preços para cima", segundo Miguel Cabrita, do idealista/créditohabitação, que prevê, no entanto, um impacto reduzido nas prestações mensais e a manutenção de um "apetite elevado" da banca para conceder crédito.

Para 2026, as perspetivas sobre a Euribor dividem-se. Analistas como os do Bankinter antecipam que a Euribor a 12 meses oscile entre 2,25% e 2,35%, enquanto o Governo português e o Conselho de Finanças Públicas projetam ligeiras descidas na Euribor a 3 meses, para 2,0% e 1,9%, respetivamente. Uma eventual descida da Euribor a 6 meses para 2,0% resultaria numa redução de cerca de dez euros na prestação de um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos.

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