Trabalhadores do Museu do Louvre retomam greve mas mantêm o museu parcialmente aberto



Cerca de 350 trabalhadores do Louvre, de diversas áreas como administração e conservação, votaram por unanimidade pela retoma do movimento grevista que tinha sido suspenso a 19 de dezembro.
A decisão foi tomada após os sindicatos considerarem que "não houve avanços suficientes" nas negociações com o Ministério da Cultura francês sobre as suas reivindicações.
As principais queixas dos funcionários incluem a falta de pessoal, especialmente para a vigilância das salas, o aumento das tarifas para turistas não europeus, que entra em vigor a 14 de janeiro, e a degradação geral do edifício. Esta degradação foi evidenciada por incidentes recentes, como o roubo de oito joias da Coroa francesa em outubro, avaliadas em 88 milhões de euros, o encerramento de salas devido a vigas fragilizadas e a inundação da biblioteca de antiguidades egípcias no final de novembro. Apesar da greve, a direção do museu informou que o Louvre permanece "parcialmente aberto", garantindo o acesso ao "percurso obras-primas", que inclui a Mona Lisa, a Vénus de Milo e a Vitória de Samotrácia.
O Ministério da Cultura prometeu anular um corte de 5,7 milhões de euros nas dotações públicas e avançar com recrutamentos e revalorizações salariais, medidas consideradas insuficientes pelos sindicatos CFDT, CGT e SUD. A greve representa uma perda de receitas estimada em 400 mil euros por cada dia de encerramento para o museu mais visitado do mundo, que recebeu nove milhões de visitantes em 2024 e tem uma capacidade diária de 30 mil pessoas.






