Donald Trump pressiona Supremo Tribunal e redefine política externa dos EUA



A presidência de Donald Trump é marcada por uma série de ações polémicas que geram debate tanto nos Estados Unidos como na arena internacional.
A nível interno, o presidente norte-americano aumentou a pressão sobre o Supremo Tribunal, que deverá anunciar a sua decisão sobre a constitucionalidade das tarifas por si impostas.
Recorrendo às redes sociais, Trump procurou influenciar os juízes, afirmando que se as tarifas forem consideradas ilegais, "estamos lixados".
No plano externo, a administração Trump é vista como promotora de um profundo realinhamento geopolítico.
Analistas descrevem a sua abordagem como "anti-Ocidente", caracterizada pela rejeição de valores ocidentais e pelo abandono da cooperação multilateral.
Esta postura, que privilegia uma linguagem de confronto em detrimento de princípios e diplomacia, aproxima os Estados Unidos da adotada por regimes autoritários, alterando fundamentalmente a dinâmica do poder global.
Esta mudança na política externa tem implicações significativas para as alianças tradicionais dos EUA.
A postura de Trump em relação a eventos específicos, como os protestos no Irão, também é objeto de análise por especialistas em Defesa e Segurança, como Ângelo Correia.
A sua perspetiva insere-se num debate mais amplo sobre o intervencionismo norte-americano, com a visão de que grande parte dos problemas atuais do Ocidente são, na verdade, o resultado de abusos passados da intervenção dos EUA em assuntos globais.
Desta forma, as políticas de Trump são vistas tanto como uma rutura com o passado como uma continuação de uma controversa política externa.


























