Líderes da Gronelândia defendem direito à autodeterminação perante ameaças dos Estados Unidos



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão para assumir o controlo da Gronelândia, afirmando que o fará "a bem ou a mal" e que poderá ter de escolher entre a aliança da NATO e a posse da ilha. Trump justifica a sua posição com a necessidade de garantir a segurança nacional dos EUA face à crescente influência da Rússia e da China no Ártico, considerando o território autónomo dinamarquês crucial devido à sua localização estratégica e riqueza em recursos naturais, como as terras raras.
Em resposta, os líderes partidários da Gronelândia emitiram uma declaração conjunta intitulada "Somos um só povo", na qual defendem inequivocamente o seu direito à autodeterminação.
"Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser gronelandeses", sublinham, insistindo que o futuro do território deve ser decidido pelo seu povo, com base no direito internacional e no seu Estatuto de Autonomia, sem interferência externa.
Apelam ainda a um diálogo baseado na diplomacia entre aliados. A posição norte-americana gerou forte preocupação entre os aliados da NATO.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar dos EUA para tomar a Gronelândia poderia significar o fim da aliança.
A Dinamarca recebeu declarações de apoio de vários países europeus, incluindo França, Alemanha, Itália e Reino Unido.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discutiram o reforço da segurança no Ártico. Apesar da tensão, o comandante das forças da NATO na Europa, o general Alexus Grynkewich, assegurou que a aliança está "longe de uma crise" e pronta para defender todo o seu território. Além da opção militar, a Casa Branca pondera outras vias, como a compra direta da ilha ou a oferta de pagamentos a cada habitante para incentivar a separação da Dinamarca.
O interesse dos EUA na Gronelândia não é novo, remontando ao século XIX, mas as recentes declarações de Trump elevaram a tensão transatlântica a um novo patamar.























