
Tribunal de recurso rejeita pena pesada por fraude contra Donald Trump



Um tribunal de recurso do Estado de Nova Iorque anulou uma multa de 464 milhões de dólares (cerca de 400 milhões de euros) imposta a Donald Trump em fevereiro de 2024 por fraude empresarial.
A decisão considerou a sanção "excessiva" e uma violação da 8ª emenda da Constituição norte-americana.
O caso, iniciado pela Procuradora-Geral do Estado, Letitia James, concluiu que Trump, os seus filhos Donald Jr. e Eric, e a Trump Organization inflacionaram fraudulentamente o valor dos seus ativos durante a década de 2010 para obterem empréstimos bancários e seguros em condições mais favoráveis. Entre os ativos sobreavaliados estavam o triplex da Trump Tower em Nova Iorque e a propriedade Mar-a-Lago na Flórida. Apesar da anulação da multa, o tribunal de recurso manteve a conclusão de que Trump e os seus filhos eram "responsáveis por fraude". A Procuradora-Geral Letitia James já anunciou que irá recorrer da decisão.
Donald Trump reagiu na sua plataforma Truth Social, classificando o processo como uma "caça às bruxas política" e afirmando que tudo o que fez foi "absolutamente CORRETO e até PERFEITO". O seu filho, Donald Jr., celebrou a decisão como uma "Vitória Enorme!!!".
O caso original, presidido pelo juiz Arthur Engoron, também baniu Trump e os filhos de cargos de gestão empresarial por três anos.
Recentemente, o Departamento de Justiça iniciou uma investigação para apurar se a procuradora James abusou da sua autoridade no processo contra Trump.
Paralelamente, Trump tem intensificado os seus ataques ao sistema eleitoral norte-americano.
Exigiu a libertação de Tina Peters, uma representante eleita do município de Mesa, condenada a nove anos de prisão. Peters foi considerada culpada por autorizar um apoiante de Trump a aceder a dados confidenciais do escrutínio presidencial de 2020, numa tentativa de provar as alegações de fraude eleitoral que Trump continua a sustentar.
Na sua rede social, Trump chamou a Peters "uma patriota corajosa e inocente" e ameaçou tomar "medidas severas" se o seu pedido for ignorado.
Estas ações inserem-se numa campanha mais vasta de Trump contra os métodos de votação, nomeadamente a sua insistência em "acabar com o voto por correspondência".
O Presidente anunciou a intenção de assinar decretos para impor controlos reforçados sobre as listas eleitorais nos estados, contestando a prerrogativa estatal na organização das eleições.
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