Donald Trump apela à vitória republicana para evitar destituição e aumenta a pressão sobre o Irão



O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou aos republicanos para que garantam uma vitória nas eleições intercalares de novembro, alertando que uma maioria democrata no Congresso poderá levar a um novo processo de destituição contra si. Trump, o único presidente norte-americano a enfrentar dois processos de ‘impeachment’ no primeiro mandato, dos quais foi absolvido por um Senado de maioria republicana, afirmou que os democratas “encontrarão um motivo” para o destituir se recuperarem o controlo do Congresso. Nas eleições de 2024, os republicanos asseguraram o controlo de ambas as câmaras, permitindo o avanço da agenda de Trump.
Paralelamente, a administração norte-americana aumenta a pressão sobre o Irão, onde o regime do líder supremo, ayatollah Ali Khamenei, enfrenta os mais sérios protestos dos últimos anos.
A contestação, que começou no bazar de Teerão e se alastrou a outras cidades, é alimentada por uma profunda crise económica, com a inflação a atingir os 40%, e uma severa escassez de água.
A repressão das autoridades resultou em pelo menos 25 mortos e 1.200 detidos.
Segundo o jornal The Times, que cita serviços de inteligência, Khamenei terá um plano de fuga para Moscovo caso as forças de segurança comecem a desertar.
Perante a escalada da violência, Donald Trump advertiu Teerão de que os EUA estão “armados até aos dentes e prontos a avançar” para socorrer os manifestantes se o regime os matar. Washington e Telavive têm promovido abertamente uma mudança de regime no Irão, num contexto de isolamento diplomático crescente para Teerão, agravado por um conflito de 12 dias com os EUA e Israel em junho.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, já lamentou as perdas de vidas humanas e apelou à contenção.
O posicionamento de Trump é elogiado por aliados como o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que considera que a sua chegada ao poder marcou o fim da “ordem liberal” e o início de uma “era das nações”. Orbán aplaudiu a operação norte-americana que levou à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e defendeu que a União Europeia “vai desmoronar-se por si própria”.






















