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Estados Unidos retiram-se de 66 organizações internacionais por ordem de Donald Trump

O Presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para retirar o país de 66 organizações e tratados internacionais, incluindo entidades cruciais para o combate às alterações climáticas, gerando reações de lamento por parte da ONU e da União Europeia.
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que determina a retirada do país de 66 organizações e tratados internacionais, por considerá-los contrários aos interesses norte-americanos.

A medida, assinada na quarta-feira, implica o fim da participação e do financiamento dos EUA a estas entidades, marcando um recuo significativo na cooperação global.

Entre as organizações afetadas estão pilares do combate às alterações climáticas e da conservação da natureza, como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC), o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) e a União Internacional da Conservação da Natureza (UICN), da qual os EUA eram o quinto maior doador em 2024.

A lista inclui ainda a Plataforma Intergovernamental sobre a Biodiversidade e os Serviços dos Ecossistemas (IPBES), a UN Oceans, o Fundo das Nações Unidas para a População e a ONU Mulheres, sendo que cerca de metade das 66 entidades são afiliadas à ONU.

A decisão gerou reações de lamento a nível internacional.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, através do seu porta-voz, lamentou o anúncio, mas garantiu que o sistema das Nações Unidas continuará a cumprir os seus mandatos com determinação. O porta-voz, Stéphane Dujarric, recordou ainda que os EUA não pagaram a sua quota para o orçamento de 2025, sublinhando que se trata de uma "obrigação legal" ao abrigo da Carta das Nações Unidas.

Da mesma forma, a União Europeia, através do comissário para a Ação Climática, Wopke Hoekstra, considerou a decisão "lamentável e infeliz", reforçando que a UE manterá o seu empenho na cooperação climática. Em Portugal, a associação ambientalista Zero, pela voz do seu presidente Francisco Ferreira, classificou a saída como "profundamente lamentável e dramática para o mundo", um ato de desresponsabilização que surge numa altura em que é urgente encontrar soluções globais para as crises planetárias.

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