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Antiga primeira-ministra ucraniana Yulia Tymoshenko é investigada por alegada compra de votos

A antiga primeira-ministra e atual deputada ucraniana, Yulia Tymoshenko, foi acusada de subornar membros do parlamento, uma alegação que a própria nega categoricamente, classificando-a como ilegal.
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As autoridades anticorrupção da Ucrânia acusaram a antiga primeira-ministra, Yulia Tymoshenko, de tentar subornar deputados de outros grupos parlamentares. A investigação, conduzida pelo Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e pelo Gabinete do Procurador Especializado Anticorrupção (SAPO), levou à realização de buscas na sede do partido da oposição liderado por Tymoshenko, Batkivshchyna (Pátria).

Num comunicado, o NABU, sem nomear diretamente a suspeita, informou que a líder de um grupo parlamentar terá oferecido "benefícios" a deputados em troca de votos "a favor ou contra determinados projetos de lei". A investigação sugere que Tymoshenko terá iniciado conversações com alguns deputados com o objetivo de estabelecer um sistema permanente de pagamentos em troca de apoio parlamentar.

Através das redes sociais, a ex-primeira-ministra confirmou as buscas na sede do seu partido, mas negou veementemente as acusações, denunciando-as como ilegais.

Atualmente, o partido de Tymoshenko é o terceiro maior no parlamento, com 25 assentos, numa assembleia dominada pelo partido Servo do Povo, do Presidente Volodymyr Zelensky.

Desde o início da guerra, a ausência frequente de muitos deputados tem forçado o partido no poder a procurar o apoio da oposição para aprovar certas iniciativas legislativas, o que tornou os votos de outros partidos mais influentes.

Yulia Tymoshenko serviu como primeira-ministra em 2005 e novamente entre 2007 e 2010.

Em 2011, foi condenada a sete anos de prisão por irregularidades na assinatura de contratos de gás com a Rússia, tendo cumprido dois anos e meio da pena antes de ser libertada e regressar à política ativa.

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