Ucrânia solicita reunião do Conselho de Segurança da ONU após novos ataques russos



O Conselho de Segurança das Nações Unidas irá reunir-se na segunda-feira a pedido da Ucrânia, na sequência de novos ataques russos que visaram civis e infraestruturas civis.
A convocatória surge após Moscovo ter utilizado, pela segunda vez desde o início da guerra, o míssil balístico de última geração Orechnik.
Numa carta a solicitar a reunião, o embaixador da Ucrânia na ONU, Andrii Melnyk, denunciou que "a Rússia atingiu um novo nível terrível de crimes de guerra e crimes contra a humanidade".
O embaixador sublinhou que o uso do míssil Orechnik na região de Lviv representa "uma ameaça grave e sem precedentes à segurança do continente europeu", minando a estabilidade regional e colocando em risco a paz e segurança internacional.
A informação sobre a reunião consta da agenda do Conselho, que foi alterada e publicada na sexta-feira à noite. Os recentes bombardeamentos russos, ocorridos na noite de quinta para sexta-feira, tiveram um impacto severo na capital, Kiev, onde metade dos edifícios residenciais ficou privada de aquecimento.
A situação levou o presidente da câmara da cidade a apelar à população para que abandonasse temporariamente a capital.
O pedido da Ucrânia para a reunião do Conselho de Segurança foi apoiado por seis dos seus membros: França, Reino Unido, Letónia, Dinamarca, Grécia e Libéria, segundo fontes diplomáticas citadas pela agência France-Presse (AFP).


















