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Ataques russos deixam Kiev sem aquecimento com temperaturas de 17 graus negativos

A capital ucraniana, Kiev, enfrenta uma grave crise energética e humanitária, com centenas de edifícios sem aquecimento em meio a temperaturas negativas extremas, na sequência de ataques russos direcionados às infraestruturas críticas do país.
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Mais de 400 edifícios residenciais em Kiev permanecem sem aquecimento, enquanto a região regista temperaturas de 17 graus negativos. A situação é uma consequência direta dos ataques russos ocorridos na passada sexta-feira, que, através de drones e mísseis, danificaram os sistemas de distribuição de gás e as redes de fornecimento de eletricidade. Mesmo nos locais onde o serviço foi parcialmente restabelecido, o sistema de aquecimento funciona a “níveis muito baixos”.

As previsões meteorológicas agravam a crise, com o serviço de meteorologia ucraniano a alertar para a possibilidade de as temperaturas descerem até aos 20 graus negativos nas próximas horas. Em resposta, as autoridades da capital abriram pontos públicos para recarga de dispositivos eletrónicos e instalaram geradores de alta potência para fornecer energia a alguns dos prédios mais afetados. A situação levou o Presidente Volodymyr Zelenskyy a declarar o estado de emergência no setor energético, sublinhando a gravidade não só em Kiev, mas também em Odessa e na região de Dnipropetrovsk. Zelenskyy ordenou a suspensão do recolher obrigatório noturno nos casos em que a crise o exija e apelou por mais ajuda internacional, nomeadamente sistemas de defesa aérea.

O Presidente ucraniano também criticou as autoridades locais de Kiev, lideradas pelo opositor Vitali Klitschko, por considerá-las insuficientes na gestão da crise. Klitschko, por sua vez, defendeu o trabalho da sua administração e acusou Zelenskyy de “menosprezar” os esforços realizados.

A Rússia continua os seus ataques, tendo lançado recentemente 82 drones contra a Ucrânia, dos quais 61 foram abatidos pelas defesas aéreas ucranianas.

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