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Ucrânia: Trump diz que ainda não foram discutidas garantias de segurança

O presidente norte-americano, Donald Trump, assume um papel central nas negociações para o fim da guerra na Ucrânia, embora os detalhes sobre as futuras garantias de segurança para Kiev permaneçam por definir.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os pormenores das garantias de segurança a serem fornecidas pela Europa e por Washington à Ucrânia, após o fim da guerra, ainda não foram discutidos. Segundo o plano sugerido pelo líder norte-americano, a Europa deveria fornecer “garantias de segurança significativas”, com os EUA a participarem “como reforços”, possivelmente através de apoio aéreo a um contingente europeu em território ucraniano.

Moscovo já declarou que não aceitará tal mecanismo, o que, segundo os artigos, poderá ser uma das razões para a Rússia estar a atrasar uma cimeira entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, que Trump tem tentado promover. Questionado sobre a relutância de Putin, Trump opinou que o líder russo não quer encontrar-se com Zelensky “porque não gosta dele”. No entanto, Trump considerou a sua recente cimeira com Putin no Alasca, em 15 de agosto, como um “grande sinal” do desejo do presidente russo de alcançar um entendimento, descrevendo a reunião como “muito bem-sucedida”. Paralelamente às negociações sobre a Ucrânia, Washington e Moscovo estão a discutir a não proliferação e o controlo de arsenais de mísseis e armas nucleares, incluindo o tratado New START, que expira em fevereiro do próximo ano.

Trump expressou a intenção de incluir a China nestas conversações, alertando que, embora o seu arsenal seja menor que o dos EUA e da Rússia, Pequim “vai alcançar-nos em cinco anos”. Analistas consideram que Trump “quer sair do conflito na Ucrânia o mais depressa possível” e está a “tentar capitalizar” com as negociações, que, segundo Vítor Gabriel Oliveira, secretário-geral da SEDES Europa, os EUA estão a estender para várias áreas económicas.

Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “sabe que não pode largar nem hostilizar Trump”, de acordo com a análise de Jorge Silva Carvalho.

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