
Um morto por atropelamento e 600 detidos nos protestos violentos na Indonésia



Uma pessoa morreu e cerca de 600 foram detidas durante protestos violentos em Jacarta, na quinta-feira, que resultaram em confrontos com a polícia. A vítima mortal era um motorista da aplicação de serviços GoJek, que foi atropelado por uma viatura blindada da polícia em frente ao parlamento indonésio. O chefe da polícia de Jacarta, Asep Edi Suheri, confirmou a detenção do agente envolvido no acidente fatal e assegurou que a unidade de Assuntos Internos irá investigar o caso para apurar responsabilidades, prometendo "medidas firmes" contra qualquer agente que tenha cometido infrações.
Um vídeo do incidente, publicado nas redes sociais, mostra o veículo policial a colidir em alta velocidade com o manifestante.
A manifestação, convocada por sindicatos e organizações estudantis, tinha como principal objetivo exigir melhores condições de trabalho e contestar o aumento salarial aprovado para os parlamentares indonésios.
A indignação popular cresceu após ser noticiado que o rendimento dos deputados aumentaria 33%, para cerca de 14 mil dólares mensais (aproximadamente 12 mil euros).
Este valor contrasta fortemente com a realidade de milhões de indonésios, que, segundo estimativas, ganham apenas 3% desse montante por um mês de trabalho. A ONG Jakarta Legal Aid Institute, que presta assistência jurídica a ativistas, confirmou que cerca de 600 manifestantes permanecem sob custódia policial.
Além da rejeição ao aumento salarial dos políticos, os sindicatos exigem reformas nas leis laborais.
As reivindicações incluem o fim da terceirização, a isenção de impostos para trabalhadores de baixos rendimentos e a garantia do pagamento de férias. Após as manifestações de segunda e quinta-feira, um novo dia de protestos foi convocado para sexta-feira, não só na capital, mas também noutras cidades indonésias, indicando a continuação da agitação social.
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