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Captura de Nicolás Maduro gera oportunidades de investimento e desafia o controlo da OPEP sobre o petróleo

A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos desencadeou uma onda de choque nos mercados globais, abrindo perspetivas de investimento a curto prazo mas levantando sérias questões sobre o futuro do controlo da OPEP no setor petrolífero.
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A detenção de Nicolás Maduro a 3 de janeiro de 2026, numa operação conduzida pelos Estados Unidos, gerou reações imediatas nos mercados financeiros e reconfigurou a geopolítica energética. A perspetiva de uma mudança de regime na Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo do mundo (cerca de 303 mil milhões de barris), foi vista como positiva pelos investidores, resultando na subida das obrigações e ações venezuelanas, bem como de ativos em mercados latino-americanos. Os preços do petróleo também subiram inicialmente devido a riscos de oferta a curto prazo.

Analistas identificam várias oportunidades de investimento.

A expectativa de um aumento futuro da produção petrolífera venezuelana poderá levar a preços mais baixos do crude, contribuindo para uma inflação mais baixa e um possível alívio da política monetária pela Reserva Federal dos EUA.

As refinarias norte-americanas, especialmente as da Costa do Golfo, preparadas para processar o crude pesado venezuelano, poderiam ver as suas margens reforçadas.

No entanto, a restauração da capacidade produtiva da Venezuela enfrenta enormes desafios.

A produção atual é de apenas um milhão de barris por dia, uma fração do seu potencial, devido a décadas de má gestão, subinvestimento, corrupção e infraestruturas degradadas.

A intervenção dos EUA é também vista como uma ameaça direta à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

A possibilidade de Washington controlar a indústria petrolífera venezuelana, juntamente com a instabilidade noutros membros como o Irão, ameaça a disciplina do cartel e a sua influência no mercado.

Analistas alertam que a influência dos EUA sobre as reservas da Venezuela, Guiana e a sua própria produção poderia colocar cerca de 30% do petróleo global sob o seu controlo, pressionando os preços para baixo a longo prazo.

Apesar do otimismo inicial do mercado, prevalece a incerteza.

A estabilidade política na Venezuela não está garantida, com apoiantes de Maduro ainda a liderar as forças armadas.

Além disso, a recuperação do setor petrolífero exigirá tempo, capital e um enquadramento regulatório e jurídico estável, fatores que continuam em falta e que tornam o país pouco atrativo para o investimento privado de longo prazo, apesar da sua relevância geoestratégica.

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