André Ventura nega fazer campanha em casa mas percorre concelhos favoráveis ao Chega



Apesar de afirmar que não faz campanha em “sítios confortáveis” e que vai onde é preciso, incluindo locais onde existem “minorias que não gostam” dele, o candidato presidencial André Ventura tem centrado o início da sua campanha em concelhos onde o Chega obteve bons resultados nas legislativas de 2025. Desde o início da campanha oficial, no domingo, o percurso de Ventura tem incluído, quase exclusivamente, municípios que deram a vitória ao seu partido. Um exemplo foi a sua passagem por Benavente, no distrito de Santarém, onde o Chega foi o partido mais votado, com a arruada a focar-se na freguesia de Samora Correia, que registou o melhor resultado do concelho. Com a exceção de Castro Verde, onde o Chega ficou em segundo lugar, todos os outros locais visitados deram a vitória ao partido. A agenda futura inclui passagens por Ourém e Vila de Rei, onde o partido foi o segundo mais votado, e Sobral de Monte Agraço, onde ficou em primeiro. Ventura justifica esta estratégia argumentando que, devido aos bons resultados nacionais do Chega nas últimas eleições (terceiro em percentagem de votos e segundo em número de deputados), qualquer concelho que visite será um local de “votação elevada”. No entanto, o candidato assegurou que a sua comitiva ainda visitará zonas do país onde o partido teve menos apoio, com o objetivo de “convencer essas pessoas”. O candidato tem sido bem recebido, com poucos protestos e muitos pedidos de fotografias e palavras de apoio. O líder do Chega considera ser o único candidato a fazer campanha “na rua”, acusando os seus adversários de terem “medo da rua” e de limitarem as suas ações a encontros com associações.
Questionado sobre as previsões que indicam uma derrota em qualquer cenário de segunda volta, Ventura mostrou-se despreocupado, comparando as eleições presidenciais à “Volta a França”, afirmando que a primeira volta corresponde às “etapas de cidade” e que a “montanha” só chegará numa eventual segunda volta, representando um “outro percurso”.













