Rússia intensifica ataques com novo míssil enquanto a Ucrânia procura apoio diplomático e negocia a paz



A Rússia escalou a sua ofensiva na Ucrânia, utilizando pela segunda vez desde o início da guerra o míssil balístico de médio alcance "Orechnik". Segundo o Major-General Isidro de Morais Pereira, o míssil tem um alcance de 5500 quilómetros e o seu uso foi uma retaliação a um alegado ataque de drones ucranianos contra a residência de Vladimir Putin. Este tipo de míssil não era utilizado desde novembro de 2024.
Os recentes bombardeamentos russos privaram de aquecimento metade dos edifícios residenciais em Kiev. Em resposta à agressão, a Ucrânia solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Numa carta, o embaixador ucraniano, Andrii Melnyk, denunciou os ataques como um “novo nível terrível de crimes de guerra” e classificou o uso do míssil Orechnik como uma “ameaça grave e sem precedentes à segurança do continente europeu”.
O pedido de Kiev foi apoiado por seis membros do Conselho: França, Reino Unido, Letónia, Dinamarca, Grécia e Libéria.
No mesmo tom de ameaça, o ex-presidente russo Dmitry Medvedev avisou os líderes europeus de que haveria bombardeamentos como o de Kiev caso enviassem forças internacionais para a Ucrânia. Medvedev referiu-se aos responsáveis europeus como “governantes idiotas”, acusando-os de quererem prolongar a guerra.
Simultaneamente com a escalada militar, os esforços diplomáticos continuam.
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que Kiev mantém contactos quase diários com os Estados Unidos, numa fase que considera decisiva para as negociações de paz. Foi também noticiado que a Ucrânia está a discutir um acordo comercial com os EUA.



















